Um Pirão de Açaí com Tamatá…

O post de hoje não vai ser algo de outro mundo, apenas gostaria de dividir com todos uma crônica minha que fiz para uma prova e que depois de muitos elogios resolvi aumenta-lá para fazer com que ela fizesse mais sentido… Sem mais delongas… Apresento a todos…

Ps: Para o tal jornalista que disse que o Amapá é uma abstração… uma fotinha do estado ai cara! =D

amapa

Um Pirão de Açaí com Tamatá
Por: Leandro Cavalcante

Nome estranho para uma crônica não?! Imagine então para uma musica! Lembro bem quando cheguei a Macapá e me deparei com essa canção, “que vida boa sumano, nós não tem que fazer planos, e assim vão passando os anos que vida boa..” É realmente a vida era muito boa, era moleque e não tinha nenhuma preocupação, no ano em que cheguei ainda existia o racionamento de energia, seis horas com energia e sem água e seis horas sem água e com energia.

Mas eu nem ligava e no máximo, minha maior preocupação era jogar vídeo-game e bola na rua.Mas o tempo passa, lembro-me bem que ontem caminhava sobre o trapiche, caindo aos pedaços, e depois foi restaurado e hoje até aparece no google earth. O circulo militar que foi demolido para a construção do parque do forte, também rendeu muito comentário.

Viajar sempre foi interessante, principalmente quando era julho, que eu podia ir para a fazenda de meu avô que fica no Goiabal, depois de Calçoene. A viagem era extensa demorava cerca de oito horas para chegar quando chovia, a estrada era de terra batida, lembro que sempre ia na parte de trás da F-1000, carrão na época, ah sim nem comentei que quando cheguei a Macapá meu tio tinha um Del Rey da Ford, nossa como aquilo era um carrão… Mas o tempo passou e vieram os Toyotas da vida e suas modernidades. Hoje já nem precisa mais pisar na embreagem para passar a marcha…

Enfim voltando ao interior, antes de chegar em Calçoene sempre havia a parada em Tartarugalzinho para reabastecer a barriga, tomar refrigerante , comer biscoito e outras besteiras, bons tempos que não voltam mais… Andar de cavalo, respirar um ar diferente sempre é bom apesar de que morei em São Paulo e não vi nada de diferente…

Hoje depois de anos ainda cheguei a visitar Tartarugal Grande, mas não é a mesma coisa de quando era criança, já não me divertia com tudo o que aparecia, como na época de moleque tão bem vivida em Macapá.

O parque do forte não existia, na frente do Banco do Brasil havia uma pista pequena e singela, que nos dias de Domingo a molecada se reunia para andar de patins e skates, lembro que sempre era bem cercada de policiais, pois haviam denuncias de casais fazendo sexo ao redor da fortaleza! Bons tempos e aposto que os que saíram de Macapá ainda contam isso com muito orgulho até imagino a frase… «Cara já fiz sexo no Forte de Macapá o maior do Brasil!!»

É isso mesmo quando era moleque não tinha idéia do que queria da vida, até hoje ainda penso se realmente quero algo, continuo não gostando de açaí, mas gosto daqui, desta terra quente como o inferno que me abraçou quando cheguei aqui e que cuidou de mim. Até hoje já tentei fugir duas ou três vezes de Macapá, mas não consigo meu amor por ti é forte demais, Wanapi.

Bem espero que todos comentem como sempre, é muito gratificante responder a todos os comentários que são deixados aqui por todos! =D e obrigado a todos que visitam o A Noite Mais Densa, logo logo com muitas novidades!!

macapa1

10 Comentários »

  1. Hayra Said:

    adoro🙂 sabe que é a sua cara né?

  2. Natália Brasil Said:

    Égua, cara! Eu quase lagrimei! xD
    Saudade de casa…
    Vai um chimarrão aí? kkkkk brink’s

    • antimentor Said:

      Diabos de Chimarrão já Natália!! =p esse negocio estranho!! manda um alô pra tua mãe depois ai! =D

  3. Ronan Said:

    Curti muito a cronica… me fez lembrar da minha infancia ond eu nao precisava me precupar cm nada tbm. minha unica preucupaçao era zerar os jogos q eu alugava pro snes antes de devolver!! auiAuhauhaA….
    eu nao curtia sair muito da cidade, mas cmo era mlk nao tinha muito qerer, entao passei bastante por esses interiores da vida e terrenos de amigos do meu pai, apesar de nao gostar pq eu nao fazia muita coisa, mas qando xegava lá era so uma festa…

    “que vida boa sumano, nós não tem que fazer planos, e assim vão passando os anos que vida boa..”

    costumo dizer q mcp deixa as pessoas comodistas, e qem vive ai consequentemente ja é comodista, por isso mcp demora pra evoluir…
    mas esse fator deixa mcp como se fosse uma criança inocente perto dos outros estados… q esta sendo corrompida lentamente.

    eu sai dai pq mcp é pqno d+ para os meus planos, mas posso dizer q é o unico lugar q eu posso xamar de lar! e o unico q me deixa confortavel. qem sabe um dia qando cansar de andar pelo mundo eu volte para lá! =)

    vlws skiner, mais um post instigante e interessantissimo. muito fino.
    ps: algum dia ainda vo escrever cronicas tbm, tenho muitas ideias, so nao boto num papel.

    abraço.

  4. renan Said:

    O texto ta legal, como antes fiquei surpreso, por o texto trazer muita coisa do Leandro jornalista, comumente é leandro jornalista nerd com RPG, cinema, jogos.
    Então ver essa linguagem, jornal do dia é bacana e diferente, casual e tecnica, pessoal e impessoal com cunho de comentario radiojornalistico.
    Mas neste ultimo texto sobre o amapá faltou algo, não sei dizer ao certo, mas faltou algo, mas mesmo assim ta muito bacana.

  5. Luísa Said:

    Poxa Skiner, to virando fã do teu blog.

    Enfim… eu não sabia do que estava acontecendo na mídia sobre o Amapá, e realmente fiquei muito triste quando li a notícia do jornal O Popular que publicou a tal crônica sobre o Amapá. Sobre isso tenho a dizer que esse Rogério Borges é que é uma abstração e mais do que isso, digo que é lamentável o jornal que se dignou a publicar este atentado à moral dos amapaenses.

    Fora essa revolta pessoal, amei o post… realmente me fez lembrar de várias coisas que também vi no Amapá (por pouco tempo, mas o suficiente pra gostar muito daí). Achei muito bacana essa atitude de escrever exaltanto o Estado. Parabéns, ficou ótimo!!!

    Beijoooooos

    • antimentor Said:

      Então Luísa a crônica surgiu muito do nada, não era para exaltar tanto assim o Estado e sim os bons momentos que passei e passo aqui, na hora não me veio o Rogerio Borges, mas enfim acho que serviu para mostrar também que realmente o Amapá existe, tem fotos e eu moro aqui ainda!! hehe
      =D
      Que bom que estais gostando!! Espero que continue visitando!! Valeu Luísa!! =D
      bjos

  6. Natan Said:

    Muito legal o texto cara! Eu passei minha vida toda odiando macapá, mas depois da viagem q fiz com amigos pra fortaleza (mta farra, praia, internet banda larga, cinema 3D) eu realmente fikei com saudade da cidade.. não foi só de casa, mas da cidade mesmo.. meu deus porquê???o_O
    oq me incomoda aki é não ter internet boa e a droga da minha faculdade… mas aposto que em nenhum outro lugar do país eu posso me sentar em uma calçada no centro da cidade, sábado de madrugada, com os amigos bebendo, ouvindo música, jogando rpg sem polícia ou bandido mechendo com a gente!

    • antimentor Said:

      Isso é verdade Natan, aqui ainda é possível fazer várias coisas que não é possível fazer em outro canto muitas vezes por medo do que existe… =D


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